domingo, 27 de fevereiro de 2011

tapar os olhos?


Em tempos tapei os olhos, á vida, ao amor, a felicidade, a liberdade, a mim e aqueles que sempre estiveram presentes. Deixei tudo e mais alguma coisa para trás, corria para trás de algum muro, esse que me pudesse esconder dos problemas, baixava-me e tapava os olhos, mas como uma mão não chegava tapava com as duas e sendo assim, ouvia. Ouvia os outros dizerem que não podia ser, que desistir nunca tinha de estar nos meus planos, ouvia os outros a dizer que precisava crescer, mas sem os olhos tapados. As mãos ficavam assim molhadas, não do suor, mas sim das lágrimas que os meus olhos necessitavam deitar para fora, teria eu algum problema nas glândulas lacrimais?! A verdade é que para mim só existia algo que me fazia destapar os olhos, a tristeza do meu passado, por vezes pensava se era eu também que queria ficar triste, porque era mesmo que isso transmitia! O tempo foi passando e fiquei cansada. Cansada de correr, baixar, tapar os olhos e ouvir! Tinha que mudar! A vida de um fugitivo não é fácil, pois não se consegue ver o quanto bom pode ser olhar o exterior e tirar a beleza de algo que, talvez, nem seja valioso para outra pessoa!
Então depois de bater com a cabeça tantas vezes, acordei, destapei os olhos e vi ao meu lado aqueles que nunca me deixaram. Aqueles que nas alturas difíceis sempre lá estiveram, não foram nunca embora, e por muito que eu fosse chata e imatura não desistiram, tiveram outra atitude perante mim, essa que é a minha, agora, perante a vida!
Hoje não fujo dos problemas, não me baixo para a vida, e não tapo os olhos aos medos nem a minha felicidade. Hoje cresci, hoje estou aqui, hoje estou viva e pronta para continuar. Hoje sei que cresci e, que jamais voltarei a tapar os olhos aqueles que sempre olharam para mim de frente!
Hoje não digo, que não tenho medo, pois estaria a mentir, mas sei que hoje sou pessoa do enfrentar, hoje ergo a cabeça e aqui agradeço a todos que me abraçaram, beijaram, mimaram e todas aquelas coisas fofinhas que eu gosto. Agradeço do fundo do meu coração, estarei sempre com vocês!

AMO-TE RUI GONÇALVES; AMO-TE CRISTINA ANDRADE ; AMO-TE ANA PEDROSA; AMO-TE MÃE; AMO-TE ANA ISABEL; AMO-TE PAI; AMO-TE MIGUEL; AMO-TE AVÓ




A todos vocês um “xi” grande e um valente beijo !

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

o elefante acorrentado - jorge bucay

Quando eu era pequeno, adorava o circo e aquilo de que mais gostava era os animais. Cativava-me especialmente o elefante que, como vim a saber mais tarde, era também o animal preferido dos outros miúdos. Durante o espectáculo, a enorme criatura dava mostras de ter um peso, tamanho e força descomunais… Mas, depois da sua actuação e pouco antes de voltar para os bastidores, o elefante ficava sempre atado a uma pequena estaca cravada no solo, com uma corrente a agrilhoar-lhe uma das suas patas.
No entanto, a estaca não passava de um minúsculo pedaço de madeira enterrado uns centímetros no solo. E, embora a corrente fosse grossa e pesada, parecia-me óbvio que um ani¬mal capaz de arrancar uma árvore pela raiz, com toda a sua força, facilmente se conseguiria libertar da estaca e fugir.
O mistério continua a parecer-me evidente.
O que é que o prende, então?
Porque é que não foge?
Quando eu tinha cinco ou seis anos, ainda acreditava na sabedoria dos mais velhos. Um dia, decidi questionar um professor, um padre e um tio sobre o mistério do elefante. Um deles explicou-me que o elefante não fugia porque era amestrado.
Fiz, então, a pergunta óbvia:
— Se é amestrado, porque é que o acorrentam?
Não me lembro de ter recebido uma resposta coerente. Com o passar do tempo, esqueci o mistério do elefante e da estaca e só o recordava quando me cruzava com outras pessoas que também já tinham feito essa pergunta.
Há uns anos, descobri que, felizmente para mim, alguém fora tão inteligente e sábio que encontrara a resposta:
O elefante do circo não foge porque esteve atado a uma estaca desde que era muito, muito pequeno.
Fechei os olhos e imaginei o indefeso elefante recém-nascido preso à estaca. Tenho a certeza de que naquela altura o elefantezinho puxou, esperneou e suou para se tentar libertar. E, apesar dos seus esforços, não conseguiu, porque aquela estaca era demasiado forte para ele.
Imaginei-o a adormecer, cansado, e a tentar novamente no dia seguinte, e no outro, e no outro… Até que, um dia, um dia terrível para a sua história, o animal aceitou a sua impotência e resignou-se com o seu destino.
Esse elefante enorme e poderoso, que vemos no circo, não foge porque, coitado, pensa que não é capaz de o fazer.
Tem gravada na memória a impotência que sentiu pouco depois de nascer.
E o pior é que nunca mais tornou a questionar seriamente essa recordação.
Jamais, jamais tentou pôr novamente à prova a sua força…
Todos somos um pouco como o elefante do circo: seguimos pela vida fora atados a centenas de estacas que nos coarctam a liberdade.
Vivemos a pensar que «não somos capazes» de fazer montes de coisas, simplesmente porque uma vez, há muito tempo, quando éramos pequenos, tentámos e não conseguimos.
Fizemos, então, o mesmo que o elefante e gravámos na nossa memória esta mensagem: «Não consigo, não consigo e nunca hei-de conseguir.»
Crescemos com esta mensagem que impusemos a nós mesmos e, por isso, nunca mais tentámos libertar-nos da estaca
Quando, por vezes, sentimos as grilhetas e as abanamos, olhamos de relance para a estaca e pensamos
Não consigo e nunca hei-de conseguir


»A única maneira de saberes se és capaz é tentando novamente, de corpo e alma… e com toda a forca do teu coração!

segunda-feira, 19 de julho de 2010

'o menino e a cerca'

"Era uma vez, um menino que tinha um temperamento difícil. Seu pai deu-lhe, então, um saco de pregos e disse que a cada vez que ele perdesse a paciência, que pregasse um prego na cerca do fundo de sua casa.
No primeiro dia, o menino pregou 37 pregos na cerca. Então foi diminuindo gradualmente. Descobriu que era mais fácil conter o seu temperamento do que pregar pregos na cerca. Finalmente, chegou o dia em que o menino não perdeu mais a paciência. Contou isso ao seu pai, que sugeriu que agora o menino tirasse um prego da cerca para cada dia que ele conseguisse conter seu temperamento. Então os dias foram passando e o menino pôde, finalmente, contar ao seu pai que não havia mais pregos na cerca. O pai pegou o filho pela mão, levou-o até a cerca e disse: Tu fizeste bem meu filho, mas vê os buracos na cerca. A cerca nunca mais será a mesma.
Quando dizes coisas com raiva, elas deixam uma cicatriz no coração das pessoas, como estas. Podes enfiar uma faca num homem e tirá-la. Não importa quantas vezes pedes desculpa, a ferida continuará lá. Uma ferida verbal é tão dolorosa quanto uma física. Portanto, amigos, cuidado com as palavras".
Não importas as lamentações, a ferida não passa

domingo, 13 de junho de 2010

forças

Sinto-me tão perdida, tão fora da 'realidade', sinto que voei mais que o próprio pássaro, sinto que subi alem das escadas, sinto que toquei as estrelas sem sequer chegar ao céu, sinto que disse mais do que havia de dizer, sinto desfolhei álbuns e não senti as saudades, sinto que apenas vivi o 'presente'. Vejo-me a cair a de tão longínquo sonho, sinto que caiu lentamente como a gravidade me elevasse outra vez, sinto que caiu a cada dia que passa, ninguém permanece no ar tanto tempo, enfrantaria assim as leis da física, até um simples passarinho que tem como sua principal função voar pelos nossos céus, acaba por cair, quanto mais eu que tenho função de andar com os pés assentes na terra. Podes não acreditar no que digo, podes não acreditar no que sinto muito menos em mim, mas tenho medo, tenho medo de a tal 'gravidade' me faltar e eu acabar por cair, cair bem lá no chão, tenho medo de me levantar e ver tudo como em tempos vi, sem ti, sem vocês. Sinto que cada vez mais, estás mais distante e acho que é por mim, acho que sou eu que erro acho que sou eu a culpada, de tudo estar a acontecer, vejo-me a lutar e ao mesmo tempo a desistir, porque? Não tenho forças, já não consigo lutar por tanta coisa ao mesmo tempo. As minhas forças perdias algures por aí, algures no tempo onde tempos fui feliz, e não precisei delas, mas agora preciso mais que tudo ! Aqui neste texto, envolve várias pessoas, e a elas quero pedir desculpa por ter magoado em algum momento da vida, desculpem a sério.


um á parte:
Por favor, deixa-me sentir-te outra vez, tenho tantas saudades tuas tenho saudades das tuas 'magias', minha melhor amiga, volta para mim : |, dá-me forças como sempre me deste, sorri para mim, abraça-me, tenho tanta coisa para te contar, eu preciso te ter outra vez Dulce :'(

sábado, 5 de junho de 2010

dança


para mim não é só uma maneira de expressar a arte, para mim é mais que isso, deve ser vista como um esboçar de sentimentos, onde te encaras com a personagem que és no teu interior e, assim, confrontas aquela que és no dia-a-dia, vais ver que por muito que não queiras, mudas sempre! O segredo da dança não está em ser-se bom ou não, está em conseguires mostrar a quem te admira, o que realmente te interessa, quem dança por dançar (mesmo tendo experiencia) não chegará tão longe como aquele que mesmo que nunca tenha tido formação em tal expressa o quanto se sente bem a fazer aquilo. Na minha opinião a dança não serve só, para divertimento ou até campeonato, para mim serve para conseguir mostrar o que as palavras não dizem, sim quando estás mal a dança sai de dentro de ti com um certo tipo de raiva, fazendo com que os passos que dês sejam vistos aos olhos dos outros como 'eu aqui sou a melhor', enquanto quando estás bem levas tudo com mais calma, e ficas nessa base. A dança é mais que uma paixão passageira, é um amor que me acompanha desde que me lembro, é mais que um sonho passageiro, não é de certo ilusão e é algo que nunca desistirei, pois na minha vida ela vai estar sempre presente, mesmo cá dentro, mesmo no coração, e que? Sonhadora de mais? deixa ser, mas quando amas muito uma coisa lutas por ela, dependendo das coisas que tenhas que passar para a 'ter'. AMO DANÇAR, AMO A DANÇA E É DELA QUE QUERO VIVER (;

quarta-feira, 2 de junho de 2010

perfeição na imperfeição

Por vezes na vida as coisas não são exactamente como queremos, por vezes na vida lutar é o caminho mais difícil por isso existem pessoas que apenas se designam a desistir, por vezes na vida deixa de haver esperança, por vezes na vida deixa de existir nós. A vida é assim, um mar de desafios, onde tu tens de lutar pela tua sobrevivência e sim, corajoso é aquele que diz "lutarei", aqueles que desistem de tudo, á mínima dificuldade, irão chegar a um tempo que ou são esquecidos ou não terão forças para passar aquela barreira. Nós, seres humanos, temos o hábito de exagerar, exagerar na forma de gostar de uma pessoa, exagerar no pessimismo, exagerar nas mentiras que por vezes nos magoam mais duque a realidade pura, isto é a verdade. Vejo pelo meu caso, que não sabemos, em alguns dos casos, dar valor ao perfeccionismo do momento, esquecendo um pouco os problemas, esquecendo apenas que eles existem! Estamos tão habituados aos problemas, que nos esquecemos que um dia tudo pode mudar, às vezes não mudará, porque quando dermos conta as coisas que vivemos já passaram, já passaram por nós, e ficamos a pensar o porque de um dia não ter tentado. Tentar, é outra palavra que existe no nosso dia-a-dia, todos os dias tentamos algo, todos os dias tentamos ser felizes, mas procuramos a maneira mais "perfeita" de o fazer, mas perfeito é amar algo que é imperfeito, é amar algo que sabemos que pode acabar, mas vivendo pensando que 'amanha será o fim', quando o amanha chegar, sofresse, mas guardar as coisas boas que esse foi, é o segredo para um grande destino, um grande amor, UMA GRANDE FELECIDADE.
Por isso não te esqueças, que para ser feliz não precisas do momento mais perfeito, precisas é amar a imperfeição que nele está contida, precisas é sorrir!

quinta-feira, 18 de março de 2010

Formas de pensar

São apenas palavras perdidas rodopiando pelo ar, são apenas letras que não sabem onde se encaixar, são gestos que nos alegram, sorrisos que nos fazem chorar, lágrimas que nos fazem gritar, resume-se a histórias repetitivas em espaços diferentes com personagens diferentes, são quedas, são forças, são limites, são normas, somos nós?! Não sei, não consigo nem pensar que somos nós as razoes de uma nova história começar, uma história de embalar, somos fogo, somos água, conseguimos ser a vida de alguém! Tudo isto não passa de sentidos opostos, de coisas que não dão para explicar, acontecem não dá para evitar, assim pessoas incomparáveis trazem momentos inesquecíveis, trazem dor e também amor, trazem em algum momento felecidade. Quando um dia tudo acabar, as confussões deixarem de existir, então já não estaremos aqui, pois agora podes achar que tudo é o teu limite, mas esqueces-te que não é necessário ser forte o importante mesmo é sentires-te forte!! Se é bom, se é mau, só tu podes responder á tua própria questão.. Fala bem alto o que sentes, há sempre alguém que te escuta, não tenhas medo age! O que eu penso disto tudo? Sinceramente, na minha opinião não passa de palavras que não saem nos momentos certos e trazem lamentações em um outro, errado. Queres mudar esta forma de pensar? Então escreve as tuas próprias palavras soltas nas tuas páginas brancas.

LR :')